lunedì 21 aprile 2008

UN PO' DI SCUSE A JANAINA LEITE

Già, un pò di scuse alla Leite (foto a destra) le devo. Alla nota giornalista brasiliana
avevo dato della bugiarda, ma un pò di ragione l'aveva. Non ricordavo della corrispondenza di settembre 2007, con cui riaprivo la possibilità di un intervista alla Folha (dove non lavora più) non avendo con me quel computer.
Ma la prima volta era stata lei a cercarmi per un'intervista che io le avevo negato. Siamo pari.
Per farmi perdonare le ho concesso un'intervista che tra poche ore sarà sul suo lettissimo blog Brasiliano. E lei ha assicurato che sarà fedele. Non dubito.
Così avrà dimostrato di accogliere il mio invito alla ricerca della verità senza essere partigiani, come dovrebbe essere un giornalista.
Nel frattempo si è scoperto l'"Arcano": i documenti pubblicati dalla Leite e da Mainardi sono usciti dagli uffici giudiziari brasiliani, a cui non sono pervenuti per canali ufficiali (Procura di Milano), ma ufficiosi. Interessante! Così il servizio agli indagati dell'indagine brasiliana (Operazione Chacal) è completato. Ossia: si introducono testi nel processo italiano, le dichiarazioni divenute ufficiali, per misteriosi canali finiscono nelle mani di chi li fornisce alla Procura Generale Brasiliana, e qualcuno a sua volta alla stampa brasiliana. Così si salva il processo e la faccia, ma non la verità.

2 commenti:

Janaina ha detto...

Grazzie, Jannone. A primeira parte da reportagem está no Arrastão. As outras eu coloco na seqüência. Até mais!

Anonimo ha detto...

Janaina ha detto diverso di te. Voi confirmate questo?

Aqui, o primeiro trecho da entrevista. Boa leitura.

ARRASTÃO - O senhor viu na internet os documentos sobre o seu caso? (Acredito que sim, pois reclamou do vazamento dos autos em seu blog.) No Brasil, um empresário blogueiro diz que os papéis eram forjados. O senhor confirma que eles são autênticos?
ANGELO JANNONE - Os documentos são autênticos, mas parciais, no sentido de que faltam páginas. No depoimento de 14 de setembro de 2006 falta uma que fala do acordo entre a Telecom Itália e Daniel Dantas, por meio de Naji Nahas. Na ordem de prisão, falta a primeira parte, que não fala de mim.

ARRASTÃO - Houve alguma alteração nas páginas publicadas? O senhor pode mandar a página 55 para mim? Eu nunca a li, mas publico sem problemas.
JANNONE - Não houve alterações. Agora não consigo enviar a página que falta.

* Fui eu que publiquei os links para o depoimento, aqui, no fim da nota.

** Naji Nahas era o representante de Marco Tronchetti Provera, controlador da Pirelli e, à época, presidente mundial da Telecom Italia.

ARRASTÃO - O senhor conversou várias vezes comigo no passado. Alguma vez eu indiquei que servia aos interesses de Daniel Dantas ou que atuava em conjunto com Diogo Mainardi, colunista da revista Veja?
JANNONE - Nossas conversas ou troca de e-mails eram só para avaliar a possibilidade de uma entrevista que nunca houve. Sabe por quê? Porque eu nunca confiei em você, embora tentasse me convencer de que é uma jornalista que busca só a verdade. Mas a verdade pode ter tantos lados... Não é necessário mentir, basta não dizer, fornecer apenas alguns pedaços para alterá-la. É o que também fizeram os juízes [italianos] nessa história.

ARRASTÃO - Entendo que esteja bravo comigo (eu também estou com o senhor), mas esclareça: o senhor conversou comigo algumas vezes por telefone ou não?
JANNONE - Sim. Mas a primeira vez foi você que pediu uma entrevista. E a minha única posição foi sempre desmentir o [detetive Marco] Bernardini, definindo a ele como um mentiroso.

ARRASTÃO - Diogo Mainardi publicou algo que o senhor não tenha dito?
JANNONE - Não, mas faltaram páginas importantes. Em seu podcast, por exemplo, Mainardi diz que [o empresário Luís Roberto] Demarco foi pago com US$ 1 milhão. Não é correto. Ele teria que receber US$ 495 mil, mas o Bernardini subtraiu US$ 250 mil. Demarco foi indenizado por isso em 2006 pelo [então presidente da Telecom Italia no Brasil, Giorgio] Della Seta.

ARRASTÃO - O senhor pode mandar a parte do mandado de prisão que falta? Eu publico. Sobre o que ela fala? O senhor acredita que Mainardi possa ter subtraído essas partes para favorecer Daniel Dantas? Como aconteceu a compensação de Demarco por Della Seta?
JANNONE - A primeira parte é uma geral acerca da historia, na qual os promotores reconstruíram um lado só (o da Kroll, da [ex-presidente da Brasil Telecom, Carla Cico], entre outros. Já esclareci tudo com Mainardi, fale com ele.

* Mainardi compartilhou aqui os documentos que possuía, citados na coluna "Esperei Godot..."

** Se a parte do depoimento que não saiu era relativa aos depoimentos de Carla Cico, executiva contratada por Daniel Dantas, o trecho deveria favorecê-lo. Sua omissão, assim, prejudica o banqueiro, não?

ARRASTÃO - O sr. foi procurado por um brasileiro que se apresenta como jornalista, o senhor Luís Nassif? Quando? O que ele lhe perguntou? Para quando prometeu a publicação?
JANNONE - Sim, fui. Não falamos de você, mas do processo. Eu disse a ele o mesmo que direi agora: não quero participar ou falar da briga entre jornalistas brasileiros. Repito: falamos da história do processo. Não me crie problemas com outros, Janaína.

A segunda parte da entrevista segue em outro post, daqui a pouco.

PS: Talvez demore um pouquinho, pessoal. Vou jantar e dar atenção à minha filha. Mas não se preocupem, pois, conforme prometi, tem MAIS.

Postado por Janaína Leite às 07:30 PM | Comente (3) |